quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

BRASIL PIORA EM RANKING E TEM 21 DAS 50 CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO

Em dois anos, o Brasil passou a ter cinco cidades a mais na lista das 50 mais violentas do mundo, divulgada pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal nesta segunda-feira (25). O país aparece agora com 21 cidades na lista. Em 2014, 16 cidades brasileiras faziam parte da lista mundial.

O ranking apontou Caracas, capital da Venezuela, como a cidade mais violenta do mundo. Fortaleza, que ficou na 12ª colocação geral, foi a líder em mortes violentas no Brasil.
O destaque negativo no país é a região Nordeste, que aparece com um quarto dos municípios mais violentos do planeta.
Para fazer o cálculo do ranking, a entidade usa a taxa de número de homicídios por cada 100 mil habitantes. A pesquisa avalia apenas os municípios com mais de 300 mil habitantes.

A violência epidêmica está em disparada galopante. Isso ocorre desde 1980, quando tínhamos 11 mortos para cada 100 mil pessoas; em 2012, pulamos para 29 para cada 100 mil habitantes (veja Mapa da Violência). Tanto os governantes (perdidos na corrupção endêmica, de que a Petrobras e o metrô de SP são repugnantes exemplos) como outras lideranças nacionais (com raras exceções, topeiras ideológicos de esquerda ou de direita, liberal ou conservador, que não conseguem enxergar nada além das suas contas bancárias), incluindo-se também a sociedade civil (insolidária e fortemente ignorante: ¾ são analfabetos funcionais), continuam com os olhos tapados para a cruenta realidade (que vem provocando êxodos imensos em vários bairros periféricos dos grandes centros urbanos). De uma peste leprosa (violência epidêmica) não se pode esperar boa coisa. A paciência do povo tem limite (ainda que se trate de um povo amedrontado, conformista e acovardado pelo ambiente hostil). Povo que parece estar se acostumando com a violência, como se fosse uma lei da natureza.

Mudanças

No levantamento de 2014, Maceió era a líder nacional. A capital alagoana agora é a quinta menos segura do país.
Belo Horizonte foi a única cidade nacional a deixar a lista de 2014. A outra diferença positiva é que, em 2014, o Brasil tinha três das 10 mais violentas, e agora nenhuma aparece nesta faixa.
Na lista divulgada nesta segunda, Fortaleza aparece com taxa de homicídio de 60,77 --praticamente a mesma de Natal (60,66) e da Grande Salvador (60,63).
A região Nordeste, por sinal, é a que tem mais cidades no ranking –além das nove capitais, completam a lista Campina Grande (PB) e Feira de Santana e Vitória da Conquista (ambas na Bahia). Em 2014, eram nove cidades nordestinas na lista:Teresina, Feira de Santana e Vitória da Conquista não estavam.
No ranking mundial, a capital venezuelana (com taxa de 119,8 assassinatos por cada 100 mil habitantes) tomou o lugar de San Pedro Sula, em Honduras, que liderava o ranking desde 2012 e, agora, tem índice de 111,03 mortes por 100 mil pessoas.
O relatório cita que, apesar de o Brasil ser o país com mais cidades na lista, as taxas das oito da Venezuela chamaram mais a atenção. "O nível de violência nas cidades de 300.000 ou mais habitantes é maior na Venezuela. No Brasil, a taxa média foi de 45,55 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto isso na Venezuela foi 74,65", destaca José Antonio Ortega Sánchez, presidente da ONG mexicana.
Além dos munícipios do Brasil e da Venezuela, completam a lista cinco cidades do México, quatro da África do Sul e dos Estados Unidos, três da Colômbia e duas de Honduras.

Cidades mais violentas no Brasil*:

12º Fortaleza - 60,77
13º Natal – 60,66
14º Salvador (e Região Metropolitana) – 60,63
16º João Pessoa – 58,40
18º Maceió – 55,63
21º São Luís – 53,05
22º Cuiabá – 48,52
23º Manaus – 47,87
26 Belém – 45,83
27º Feira de Santana (BA) – 45,50
29º Goiânia (e Aparecida de Goiânia) – 43,38
30º Teresina – 42,64
31º Vitória – 41,99
36º Vitória da Conquista (BA) – 38,46
37º Recife – 38,12
38º Aracaju – 37,70
39º Campos dos Goytacazes (RJ) – 36,16
40º Campina Grande (PB) – 36,04
43 Porto Alegre – 34,73
44º Curitiba – 34,71
48º Macapá – 30,25
*taxa por cada 100 mil habitantes

domingo, 24 de janeiro de 2016

ÁGUA: CUIDAR PARA NÃO ACABAR

Ao contrário do que parece, a água é um recurso natural esgotável. Estudos sobre o sistema hídrico mundial são unânimes em indicar que, se a média de consumo global não diminuir no curto prazo, teremos problemas de escassez. O Brasil, que tem uma parcela significativa de água doce, também está ameaçado




Você acorda de manhã, acende a luz, toma um banho quente e prepara o café. Após se alimentar, limpa a boca com um guardanapo e lava a louça. Vai ao banheiro, escova os dentes e está pronto para dirigir até a escola para mais um dia de trabalho. Se parar para pensar, vai ver que, para realizar todas essas atividades, foi preciso usar água. A energia vinda das quedas d’água (via hidrelétricas) é que faz lâmpadas acenderem, chuveiros aquecerem e geladeiras refrigerarem. E para produzir o guardanapo que você passou pela boca é necessária muita água. Sem esquecer que o combustível de seu carro também contém a substância. 
Usando uma expressão que tem a ver com o tema, seria "chover no molhado" dizer que a água é essencial para a nossa vida. 

Sem ela em quantidade e qualidade adequadas, não é apenas o desenvolvimento econômico-social e a nossa rotina que ficam comprometidos, mas também a nossa própria sobrevivência. Só existimos porque há água na Terra. Por isso, a disponibilidade desse recurso é uma das principais questões socioambientais do mundo atual. De acordo com o relatório trienal divulgado em 2009 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2025, cerca de 3 bilhões de pessoas - mais da metade da população mundial - sofrerão com a escassez de água. "Se a média de consumo global não diminuir, o cotidiano da população pode ser afetado drasticamente, inclusive no Brasil", diz José Galizia Tundisi, presidente do Instituto Internacional de Ecologia de São Carlos e autor de livros sobre o tema 
Para ficar por dentro do assunto, o primeiro passo é compreender que, diferentemente do que ocorre com as florestas, a água é um recurso que tem quantidade fixa. Em teoria, dá para reflorestar toda a área desmatada da Amazônia, pois as árvores se reproduzem. Mas não é possível "fabricar" mais água. Segundo O Atlas da Água, dos especialistas norte-americanos Robin Clarke e Jannet King, a Terra dispõe de aproximadamente 1,39 bilhão de quilômetros cúbicos de água, e essa quantidade não vai mudar. Desse total, 97,2% dela está nos mares, é salgada e não pode ser aproveitada para consumo humano. Restam 2,8% de água doce, dos quais mais de dois terços ficam em geleiras, o que inviabiliza seu uso. No fim das contas, menos de 0,4% da água existente na Terra está disponível para atender às nossas necessidades. E a demanda não para de crescer. 


A ESCASSEZ HÍDRICA NA ÁFRICA É UM PROBLEMA ECONÔMICO
Robin Clarke e Jannet King fazem um alerta: "Não se engane: o abastecimento de água no mundo está em crise, e as coisas vêm piorando". A crise a que eles se referem pode ser de três tipos. Há escassez física quando os recursos hídricos não conseguem atender à demanda da população, o que ocorre em regiões áridas, como Kuwait, Emirados Arábes e Israel, ou em ilhas como as Bahamas. E existe a escassez econômica que assola, por exemplo, o Nordeste brasileiro e o continente africano. Há ainda regiões ou países que vivem sob o risco de crises de abastecimento e de qualidade das águas pelo uso exagerado do recurso. Austrália, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos e Japão sofrem com isso. "A recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é que o consumo médio seja de 50 litros diários por habitante.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Coreia do Norte anuncia teste com bomba H e surpreende o mundo

Reações internacionais foram imediatas. Conselho de Segurança da ONU recebeu pedido de uma reunião de emergência para tratar do assunto.

Coreia do Norte assustou o mundo nesta quarta-feira (6) ao anunciar um teste com uma bomba de hidrogênio. Se for confirmado, esse será o quarto teste nuclear da Coreia do Norte desde 2006.
O anúncio veio depois que o Serviço Geológico Americano registrou um terremoto de 5.1 graus na região. O tremor foi no nordeste da Coreia do Norte, a cerca de 600 quilômetros da capitalPyongyang. Esse terremoto pode ter sido provocado pela explosão da bomba.
O epicentro do tremor foi em Punggye-ri, onde fica uma das instalações que é usada para testes nucleares no país. Essa notícia é o destaque no mundo todo. As explosões dos testes dos anos anteriores não foram muito distantes do local registrado nesta quarta-feira (6). A diferença é: a bomba desta quarta-feira (6), confirmando ser de hidrogênio, pode ser bem mais poderosa.
Logo depois do alerta de tremor na região, entrou no ar um boletim da TV norte-coreana, que diz: "o primeiro teste com uma bomba de hidrogênio foi realizado às dez horas de hoje.”
A reação dos países vizinhos foi imediata: o ministro das Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida, afirmou que o teste é "uma ameaça à paz e à estabilidade no mundo."
Na China, uma das poucas parceiras da Coreia do Norte, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que o país não foi avisado oficialmente sobre a explosão, mas que Pequim se opõe firmemente ao teste e vai trabalhar para desnuclearizar a península coreana.
Na Coreia do Sul, a presidente Park Geun-hye usou o termo "provocação" e disse que "os norte-coreanos terão que pagar um preço por esse teste.”
O ministro das Relações Exteriores esteve em Seul com o embaixador dos Estados Unidos no país.
ONU já recebeu o pedido para uma reunião do Conselho de Segurança. Quem sabe nesta quarta-feira (6) não saem novas sanções contra a Coreia do Norte, que já sofre punições pelos testes anteriores, mas parece que não surtiram efeito. Outras potências mundiais também já se manifestaram contra esse teste.
O ministro de Relações Exteriores britânico, aliás, foi pego de surpresa na Ásia. Philip Hammond, que está em Pequim para uma viagem oficial, classificou o episódio como uma grave quebra das resoluções da ONU e defendeu novas sanções.
O governo americano também se manifestou. Os Estados Unidos disseram que ainda não conseguiram confirmação sobre o teste da bomba de hidrogênio, mas prometeram uma resposta apropriada às provocações da Coreia do Norte. Os norte-coreanos alegam que essa tecnologia é uma reação à política hostil dos Estados Unidos.

Desastre ecológico em Mariana provocado pela ganância das multinacionais

Maior desastre ecológico brasileiro causado pela Samarco poderia ter sido evitado. Ocorreu quando o Governo decide baixar os parâmetros de concessões ambientais em “empreendimentos estratégicos”.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Cidades Sustentáveis e seus Desafios


Política sustentável nas cidades pode garantir um equilíbrio entre meio ambiente e desenvolvimento.
A economia de água é um fatores que contribuem para uma cidade ser considerada sustentável. Nos últimos anos, está sendo muito discutido o futuro das cidades e da população devido à crise hídrica vivida pelo Brasil.
Outros indicadores como a correta destinação dos resíduos sólidos, melhorias na mobilidade urbana, priorizar a qualidade de vida da população no ambiente urbano, promover a eficiência enérgica e minimizar a poluição atmosférica também estão dentro das bases de diretrizes para uma cidade ser sustentável.
Neste âmbito de discussão, especialista, estudantes e sociedade civil estarão reunidos para debater modelos exemplares e que deram certo em outros países, na perspectiva de aplicar nos municípios brasileiros.
“Montar esse ambiente de interação de conhecimento será eficaz para pensarmos de que forma podemos adaptar ações efetivas de outros países, em prol do meu ambiente, nas nossas cidades”, afirmou Breno Carone, presidente do Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (Cibapar). Ele ainda frisou que é preciso “pensar no futuro e no tipo de ambiente que queremos viver”.
Além da escassez de água, outros temas serão discutidos, entre eles estão esgotamento sanitário, tratamento de água e consumo e a importância da preservação e educação ambiental nas escolas.
No primeiro dia do evento, 21 de outubro, o consultor internacional na área ambiental, Albert Appleton é o idealizador do sistema de água em Nova Iorque. Appleton é um dos destaques do Fórum das Águas “Cidades Sustentáveis e seus Desafios” que será realizado nos dias 21, 22 e 23 de outubro, no Teatro Inhotim.
Outros palestrantes e a programação completa podem ser conferidos no site www.cibapar.org.br/forum-das-aguas
Fórum das Águas “Cidades Sustentáveis e seus Desafios”
Quando: 21, 22 e 23 de outubro
Onde: Teatro Inhotim (Rua B, nº.20 – Brumadinho –MG)
Inscrições gratuitas: www.cibapar.org.br/forum-das-aguas
*Doe 1kg de alimento não perecível.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Mudança climática global e o Brasil




 A atmosfera equilibra a temperatura do planeta

Pode parecer estranho, mas o efeito estufa é uma coisa boa. Há um efeito estufa natural, sem o qual a vida como conhecemos seria impossível. A energia solar aquece a superfície da Terra, a qual difunde, por sua vez, energia através da atmosfera para o espaço. Dessa forma, há um equilíbrio entre a radiação que entra e a que sai da atmosfera.
Efeito estufa é o nome dado ao processo pelo qual gases da parte baixa da atmosfera, tais como o dióxido de carbono, o metano e o vapor d`água são aquecidos pela radiação liberada pela superfície da Terra. A atmosfera então irradia o calor de volta para o solo – acrescentando mais calor àquele que a Terra já recebe do Sol. Na verdade, o solo é aquecido mais pela atmosfera do que diretamente pelos raios de sol.  Sem o efeito estufa natural, a temperatura média da Terra seria cerca de 34 graus Celsius mais fria do que é hoje.
É o aumento do efeito estufa, também chamado de aquecimento global, que a maioria dos cientistas acredita que está alterando o clima do planeta. A concentração de gases que provocam efeito estufa na atmosfera está aumentando devido às atividades de uma população humana em crescimento como a queima de combustíveis fósseis (carvão, gasolina e gás natural) para a produção de energia, e também devido à expansão da agricultura e ao desmatamento. O aumento na concentração desses gases eleva a quantidade de radiação presa próxima à superfície do planeta.
Hoje, a maioria dos cientistas acredita que as atividades humanas exerceram um efeito sobre o clima do mundo e que estas atividades terão mais influência climática no futuro. Contudo, alguns aspectos científicos do tema ainda estão sendo discutidos, tais como o quanto exatamente o clima vai mudar e os impactos que essas mudanças terão sobre as diferentes partes do mundo.
Influências HumanasHá cerca de 200 anos, a Revolução Industrial inaugurou uma  era em que os humanos dependem de combustíveis fósseis para fazer funcionar as máquinas usadas na indústria e no dia-a-dia. Desde então, o consumo das fontes de dióxido de carbono aumentou continuadamente, principalmente por causa da atividade industrial e do desmatamento. A população também só aumentou. Uma parte do dióxido de carbono liberado na atmosfera é absorvido pelas plantas ou dissolvido nos oceanos: as florestas e os mares funcionam como os “ralos” de carbono. Mas a atividade humana vem emitindo dióxido de carbono mais rápido do que dá para absorver naturalmente.
 Atividade humana aumenta emissão de gases de efeito estufa
Atividade humana aumenta emissão de gases de efeito estufa
Os cientistas têm medido seguidamente a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera nos últimos 40 anos. Durante esse período, a concentração do gás aumentou  cerca de 15%.Os registros dos níveis de carbono mais antigos, retirados de dentro de bolhas de ar presas nas geleiras da Antártida, se estendem ao longo de centenas de milhares de anos e mostram que os níveis de dióxido de carbono estão 31% mais altos do que antes da Revolução Industrial – e isso significa mais altos do que já estiveram nos últimos 20 milhões de anos. Outros gases do efeito estufa também têm seus níveis elevados: a quantidade de metano mais do que dobrou e o óxido nítroso aumentou mais de 17%. Além desses aumentos de concentração, os humanos ainda acrescentaram à atmosfera gases de efeito estufa que não existiam até o século XX, como os clorofluorcarbonos (CFCs). Nós estamos mudando a atmosfera mais rápido do que nunca.
Mudanças climáticas observadas
Em todo o planeta, tanto a terra quanto os oceanos esquentaram, mas as mudanças de temperatura variam de região para região. Os registros mostram que a Terra está cerca de 0,6ºC mais quente do que há um século, com a maior parte do aquecimento tendo acontecido nos últimos 40 anos. Todos os dez anos mais quentes da história foram registrados nos últimos 12 anos, segundo a agência meteorológica da ONU. 
No Brasil, a temperatura média anual aumentou em mais de 0,5ºC durante o século XX. O ano mais quente registrado até hoje foi 1998. Esse aquecimento aconteceu em todas as estações, embora seja um pouco mais acentuado nos meses de junho a agosto.
Os cientistas já checaram cuidadosamente as medições para garantir que erros ou outras influências como o crescimento das cidades não tenha afetado os resultados. Além disso, outros tipos de registros além das temperaturas atmosféricas, obtidos em muitos lugares, mostram que as temperaturas vêm mudando por um tempo mais longo. Por exemplo, a camada superficial dos oceanos esquentou, e o aquecimento se observa também pelo derretimento das geleiras, pela temperatura das camadas mais altas da crosta terrestre, pelo crescimento dos corais, dos sedimentos do fundo do mar e pelo crescimento das camadas internas dos troncos das árvores.
Esses registros adicionais mostram que o século XX foi o mais quente dos últimos mil anos. Os dados reforçam os registros das temperaturas, mostrando que os anos 90 foram a década mais quente do milênio no mundo todo, inclusive no Brasil. 
Bem como aumentos de temperatura, muitos outros aspectos do clima vêm mudando. Alguns países tiveram chuvas mais fortes, enquanto outros sofreram secas. Há pouca evidência de mudança de regime de chuvas no Brasil, embora um leve aumento no volume tenha ocorrido no último século. Um dado que reforça essa observação é que na bacia do Rio Paraná, que cobre um milhão de quilômetros quadrados e inclui São Paulo e Brasília, foi percebido um aumento de 15% no fluxo de água nas décadas mais recentes.
m muitas partes do mundo, houve uma redução do tempo de congelamento de lagos e rios e um aumento de ondas de calor. Geleiras do topo das montanhas encolheram, a espessura do gelo do Ártico no final do verão foi reduzida em 40% e os níveis do mar aumentaram entre 10 e 20 cm. Essas mudanças condizem com as mudanças climáticas e os cientistas acreditam que vão continuar sendo observadas no futuro, mas não é possível dizer com certeza que todas elas acontecem por causa do aumento do efeito estufa.
 Geleira Muir, no Alaska, derreteu de agosto de 1941 (esq.) a agosto de 2004 (dir.). Foto: NSIDC/WDC for Glaciology, Boulder, compiler. 2002, updated 2006. Online glacier photograph database.
Geleira Muir, no Alaska, derreteu de agosto de 1941 (esq.) a agosto de 2004 (dir.). Foto: NSIDC/WDC for Glaciology, Boulder, compiler. 2002, updated 2006. Online glacier photograph database.

Às mudanças que resultam do aumento da concentração de gases do efeito estufa se acrescentam ainda as flutuações naturais de ano para ano. Entre as influências externas no clima figuram flutuações na quantidade de energia emitida pelo Sol – por exemplo, devido às manchas solares -, e oscilações na órbita terrestre, chamadas ciclos de Milankovitch. Estas oscilações afetam a distância entre a Terra e o Sol, e em consequência a quantidade de energia solar que atinge a Terra, bem como o ângulo da superfície da Terra em relação aos raios solares, o que influencia a distribuição da energia do Sol.
Existem ainda muitas influências internas no clima, incluindo o efeito refrescante dos vulcões - que emitem partículas lá para o alto da atmosfera, e essas partículas refletem a luz do sol para fora da Terra -, as mudanças na capacidade de refletir luz da superfície graças à presença ou ausência de gelo, as variações nas correntes oceânicas, a deriva continental e outras mudanças geológicas, e as variações naturais nos gases de efeito estufa. O aquecimento devido às atividades humanas se superpõe ou é amenizado por essas variações naturais
Numa escala de tempo mais longa, a terra já foi mais quente e mais fria do que hoje, o período Cretáceo (de 120 a 65 milhões de anos atrás) era 5 a 7ºC mais quente do que hoje e as concentrações de dióxido de carbono muito mais elevadas. Um resfriamento aconteceu no Período Terciário até o Quaternário (2,5 milhões de anos atrás). Houve eras glaciais e períodos mais quentes se revezando a cada 100 mil anos aproximadamente ao longo do último milhão de anos. Os últimos 11.500 anos foram relativamente quentes com épocas curtas de frio como a Pequena Era do Gelo na Idade Média, que trouxe temperaturas mais frias para a Europa e causou migração da Islândia e da Groenlândia.
Durante milhares de anos, o clima mudou o comportamento humano, mas hoje os homens estão alterando o comportamento do clima. Registros longos mostram que embora as temperaturas variem naturalmente entre as eras glaciais e os períodos mais quentes, não há precedente de um aumento tão rápido na temperatura como tem acontecido nos últimos cem anos.
Mudanças climáticas previstas
 Eventos extremos são previstos
Eventos extremos são previstos
Se as atividades humanas mantiverem a emissão dos gases do efeito estufa como ocorre atualmente, os níveis de dióxido de carbono vão com certeza dobrar em relação aos níveis anteriores à era industrial até o final do século XXI. É possível que os níveis de dióxido de carbono possam atingir o triplo da concentração pré-industrial. No entanto, estão sendo feitos esforços para reduzir as emissões em muitos países. Se nós reduzirmos as emissões de gases ao nível em que estavam em 1990, a concentração de dióxido de carbono da atmosfera ainda vai aumentar até chegar ao dobro do nível pré-industrial. Para garantir que não haja mais aumentos nos níveis de dióxido de carbono da atmosfera, precisamos reduzir rapidamente as emissões a 60 ou 70% dos níveis atuais.
Essa grande redução é improvável, então provavelmente as mudanças no clima serão sentidas ao longo do próximo século. Os cientistas usam programas de computador que funcionam em poderosos supercomputadores para prever como será o clima no futuro. Os programas criam um modelo global, tridimensional, baseado nas leis da física sobre como a atmosfera, a terra e os oceanos se comportam. Os especialistas simulam primeiro o clima atual para validar a eficácia do modelo, então aumentam as quantidades de gases na atmosfera e simulam o clima novamente.
Uma duplicação da concentração de dióxido de carbono, esperada para antes do fim deste século, aumentaria a temperatura global de 1,4 a 5,8ºC no mundo todo e de 1 a 4ºC no Brasil. O aquecimento varia por região, mas o aquecimento no Nordeste seria maior do que no Sudeste, e o maior de todos aconteceria na Amazônia. O aquecimento também varia por estação do ano, com os períodos mais chuvosos, de dezembro a fevereiro, esquentando entre 1 e 4ºC e a estação mais seca, de junho a agosto, ficando entre 2 e 6ºC mais quente.
O aquecimento ao longo dos próximos cem anos vai provavelmente ser maior do que qualquer mudança de temperatura dos últimos 10 mil anos, ou seja, desde o início da civilização. Também é previsto que o nível de dióxido de carbono vai continuar a aumentar depois do ano 2100, e que a temperatura global vai aumentar ainda mais.
Não está claro como o aquecimento global vai mudar outros aspectos do clima no mundo. De um modo geral, o regime de chuvas deve aumentar mas a evaporação também aumentará, tornando os solos mais secos. Os estados do sul do Brasil provavelmente se tornarão mais úmidos, com o estado do Rio Grande do Sul possivelmente tendo um aumento de 5 a 20% nas precipitações. No entanto, a Amazônia pode se tornar mais seca, particularmente nos meses de março até maio, quando diminuição de chuvas de 5 a 20 % são previstas.
Os cientistas preveem ainda um grande número de eventos extremos, como temporais, enchentes, ondas de calor e secas. No fim do século, acredita-se que o nível do mar terá aumentado entre 9 e 88 cm acima dos níveis atuais. O nível dos oceanos aumenta porque a água se expande quando esquenta (como a maior parte dos materiais), e vai continuar a aumentar por séculos, porque os oceanos retêm o calor por muito tempo. O derretimento das geleiras eleva ainda mais o nível das águas.
Essas previsões são baseadas no pressuposto de que as mudanças no clima vão ocorrer gradativamente. No entanto, existem preocupações a respeito de que mudanças repentinas e drásticas possam vir a ocorrer, como aconteceram no passado, por causa de mudanças inesperadas nas correntes oceânicas, da liberação de gás durante o derretimento dos solos congelados, ou um colapso da cobertura de gelo na Antártida ocidental.
Impactos sobre o Brasil e o resto do mundo
 Desmatamento afeta capacidade regeneradora das florestas
Desmatamento afeta capacidade regeneradora das florestas
Alguns graus de aquecimento podem não parecer um problema muito sério, mas seus efeitos são perigosos. A seca pode afetar negativamente as espécies de árvores, incluindo alguns dos habitats mais ameaçados, como as áreas periodicamente inundadas da floresta amazônica, que contêm um grande número de espécies, como o macaco uacari e o recém-descoberto macaco-de-cheiro negro, nenhum dos quais é encontrado em mais nenhum outro  lugar do mundo.
Grandes extensões da Amazônia podem se tornar suscetíveis a incêndios devido a temperaturas mais altas e menos chuvas. Algumas espécies de árvores podem ser ameaçadas pelo crescimento aumentado de trepadeiras, alimentado pelas maiores concentrações de dióxido de carbono. O aumento no fluxo dos rios no Pantanal levará a enchentes mais frequentes, ameaçando os habitats de 700 espécies de aves e 70 espécies de mamíferos.

Em outras regiões da Terra, a elevação da temperatura vai aumentar o número de mortes relacionadas ao calor. A expansão de doenças infecciosas, como a malária, é esperada, à medida que insetos vetores poderão se mover em direção a regiões hoje muito frias para eles. Solos mais secos tornam mais difícil a produção de alimentos, alterando a distribuição atual do plantio de grãos, com populações de algumas áreas correndo maior risco de enfrentar fome. Há também um aumento no risco de pestes e pragas. Alterações no curso dos rios podem reduzir a quantidade disponível de água doce. Pequenos aumentos no nível dos mares aumentam o risco de grandes ondas que podem inundar áreas litorâneas baixas, causando a perda de pequenas ilhas e mangues. As florestas tropicais e savanas podem perecer, e muitas plantas e animais incapazes de se adaptar às modificações rápidas no clima podem se extinguir.
As sociedades precisam se adaptar a esses impactos negativos, mas pode também haver mudanças positivas em várias regiões. Por exemplo, o crescimento de florestas pode aumentar devido à elevação da concentração de dióxido de carbono, e algumas áreas podem ser beneficiadas em termos de turismo ou agricultura com as temperaturas mais altas, menos gelo, etc.
Se as mudanças climáticas que vivemos no final do século XX resultaram das atividades humanas, é provável que elas continuem a ocorrer neste século devido à longa duração dos gases do efeito estufa. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (cuja sigla em inglês é IPCC) é um grupo formado por mais de dois mil especialistas de todo o mundo, que aconselha os governos sobre os mais recentes avanços científicos no setor. Suas advertências levaram os governos a reconhecer a mudança climática como uma ameaça grave e a concordar em estabilizar a concentração dos gases do efeito estufa em níveis que evitariam uma interferência perigosa no clima mundial.
 Cidadãos pressionam governos por providências
Cidadãos pressionam governos por providências
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças no Clima é uma série de acordos internacionais aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio em 1992. Nele, os países se comprometem a estabilizar as concentrações de gases do efeito estufa. Em Kyoto, no Japão, em 1997, propôs-se um protocolo exigindo que os países reduzam suas emissões, como um primeiro passo para estabilizar as concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera. Embora muitas nações industrializadas tenham se comprometido a diminuir suas emissões, outros países,  como os Estados Unidos, precisam ainda ratificar o protocolo para que este entre em vigor.

Simon Torok, PhD, é escritor freelance, com diversas obras de divulgação científica publicadas. Atualmente trabalha como Gerente de Comunicação e Marketing da agência governamental australianaCSIRO.



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Novo relatório climático reforça visão de que homem causa aquecimento

Painel da ONU divulgou quinto relatório sobre o clima nesta sexta-feira.
IPCC considera responsabilidade humana 'extremamente provável'.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, IPCC na sigla em inglês, divulgou nesta sexta-feira (26) um novo relatório que aumenta o grau de certeza dos cientistas em relação à responsabilidade do homem no aquecimento global.

Chamado de "Sumário para os Formuladores de Políticas", o texto afirma que há mais de 95% (extremamente provável) de chance de que o homem tenha causado mais de metade da elevação média de temperatura registrada entre 1951 e 2010, que está na faixa entre 0,5 a 1,3 grau - a edição anterior falava em mais de 90%.
O documento apresentado em Estocolmo, na Suécia, em conferência científica realizada ao longo desta semana, mostra também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010, e que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram para "níveis sem precedentes em pelo menos nos últimos 800 mil anos".
O novo relatório diz ainda que há ao menos 66% de chance de a temperatura global aumentar pelo menos 2 ºC até 2100 em comparação aos níveis pré-industriais (1850 a 1900), caso a queima de combustíveis fósseis continue no ritmo atual e não sejam aplicadas quaisquer políticas climáticas já existentes.
Os 259 pesquisadores-autores de várias partes do mundo, incluindo o Brasil, estimam ainda que, no pior cenário possível de emissões, o nível do mar pode aumentar 82 centímetros, prejudicando regiões costeiras do planeta, e que o gelo do Ártico pode retroceder até 94% durante o verão no Hemisfério Norte (veja abaixo uma tabela com os eventos climáticos possíveis, segundo os cientistas).
Trata-se da primeira parte de um conjunto de dados que servirá de base para as negociações climáticas internacionais. A última versão saiu em 2007, quando o estudo rendeu ao painel de especialistas o Prêmio Nobel da Paz. O primeiro capítulo divulgado nesta sexta, de um total de três, aborda A Base das Ciências Físicas. As demais partes serão publicadas em 2014.
IPCC - arte (Foto: G1)
Aquecimento quase certo
Os cientistas tratam como fato o aumento médio de 0,85 ºC na temperatura global entre 1880 e 2012 e que é “muito provável” que desde 1950 houve redução de dias e noites mais frios e aumento de dias e noites mais quentes em todo o planeta.

A temperatura da superfície do oceano teve aumento de 0,11 ºC por década entre 1971 e 2010, e a água marinha está mais ácida, fator que pode prejudicar o ecossistema.
Um ponto considerado polêmico do documento, o chamado "hiato" da mudança climática, foi mantido. O trecho explica que houve uma "desaceleração" no aumento da temperatura global entre 1998 e 2012, com taxa de aquecimento de 0,05 ºC por década, enquanto que período entre 1951 e 2012, essa taxa era de 0,12 ºC. Para o IPCC, esta desaceleração sentida não significa uma mudança de curso no aquecimento do planeta.

Ao avaliar quatro cenários de emissões de gases, o IPCC fez previsões de que até 2100 a temperatura no planeta pode aumentar entre 0,3 ºC e 1,7 ºC (no cenário mais brando, com menos emissões e políticas climáticas implementadas) e entre 2,6 ºC 4,8 ºC se não houver controle do lançamento de gases-estufa.
O relatório aponta também que é forte a evidência de que as camadas polares e glaciares do Ártico e Antártica têm perdido massa de gelo e reduzido sua extensão oceânica.
O texto diz que são “altamente confiáveis” as informações de que a Groenlândia e a Antártica perderam massa de gelo nas últimas duas décadas e que já há migração de ecossistema terrestre para áreas onde o frio predominava (e não havia chance de sobrevivência da maioria dos tipos de vegetais).
“O mais importante é que o gelo fora da região antártica continua com ritmo acelerado de derretimento e, principalmente, as geleiras não polares (encontradas em montanhas) continuam a reduzir rapidamente e a contribuir para o aumento do nível do mar”, explicou o glaciologista brasileiro Jefferson Simões, um dos revisores da parte que aborda as massas de gelo do planeta.
“Agora nós temos muito mais dados e um detalhamento maior, que possibilita que as previsões sejam corrigidas”, complementa.
Segundo o IPCC
- temperatura global aumentou 0,85 ºC entre 1880 e 2012;
- há 95% de chance de que o homem causou aquecimento;
- concentração de CO2 no ar é a maior em 800 mil anos;
- no pior cenário de emissões, a temperatura sobe 4,8 ºC até 2100;
- no mesmo cenário, nível do mar pode aumentar 82 cm até 2100;
- gelo do Ártico pode retroceder 94% até 2100 durante o verão;
Maior emissão de gases
Um dos dados apresentados pelo IPCC aponta que foi registrado um aumento de 43% na forçante radiativa entre 1985 e 2011.
A forçante radiativa é um índice que estima impactos climáticos causados pelo desequilíbrio entre as radiações solares absorvidas pela Terra e o calor devolvido pelo planeta à atmosfera, aquecendo-a. Essa troca de energia equilibrada garante uma temperatura global estável.
No entanto, uma maior emissão de gases e aerossóis pelo homem por conta de queimadas, desmatamento e queima de combustíveis fósseis (principalmente CO2) tem elevado a forçante e, consequentemente, retido uma maior quantidade de calor no planeta.
Segundo Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo e um dos coautores do capítulo divulgado, o aumento representa a elevação das concentrações de gases de efeito estufa “que continuam a subir rapidamente”.

Mares mais altos
De acordo com o IPCC, é muito provável que o nível do mar aumente no século 21 em todos os cenários de emissões estudados pelos cientistas. A elevação seria causada pelo aumento do degelo na região da Antártica e do Ártico.

No cenário mais brando, em que há corte de emissões e políticas climáticas, o nível do mar pode subir entre 26 centímetros e 55 centímetros até 2100. Já no pior cenário, com altas emissões de gases-estufa e não cumprimento de regras para a redução delas, o nível do mar aumentaria entre 45 centímetros e 82 centímetros.
O IPCC faz a previsão também de que 95% da totalidade do oceano tem probabilidade alta de aumentar o seu nível e que 70% das regiões costeiras do planeta sofrerão com o avanço do mar.
“É importante salientar que algumas regiões do globo podem ter aumento maior que este e outras regiões aumentos menores, pois este valor é uma média global”, afirma Artaxo.
Esperamos um grande impacto deste relatório nos formuladores de políticas"
José Marengo, pesquisador do Inpe e editor do relatório do IPCC
Credibilidade em xeque
Vazamento de e-mails com conversas entre autores, debatendo possíveis exageros presentes no relatório, ou até mesmo erros cometidos, como a conclusão de que as geleiras nas montanhas do Himalaia derretiam mais rápido do que as outras do mundo e "poderiam desaparecer até 2035, ou antes” – dado que o IPCC considerou um “lamentável erro” – levantou um debate sobre a credibilidade da instituição.
O fato alimentou a opinião de céticos em relação às mudanças climáticas. Mas, para cientistas brasileiros envolvidos na elaboração do documento e ouvidos pelo G1, foram problemas pontuais que não diminuíram a “confiabilidade científica” do painel.
"Houve uma mudança na forma de trabalhar, os capítulos foram enviados para revisão internacional. Esperamos um grande impacto deste relatório nos formuladores de políticas", afirma José Marengo, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O pesquisador, que é um dos editores do capítulo divulgado, duvida que a confiabilidade científica do texto do IPCC tenha diminuído. "O fato de que há críticos por aí não significa que está errado ou cheio de problemas", disse.
“A credibilidade não é colocada em dúvida por causa de questões menores perto de milhares de aspectos acertados no relatório. Sempre é possível que pequenos deslizes ocorram em qualquer tipo de trabalho, mas isso não tira o brilho de uma extensa análise feita por milhares de cientistas”, afirmou Paulo Artaxo.
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O homem e o clima
As conclusões do novo relatório do IPCC sobre os eventos climáticos
Eventos climáticos
Já aconteceram mudanças?

O homem contribuiu para essas mudanças?
Probabilidade de que ocorram mais mudanças até o fim do século 21

Dias mais quentes ou menos dias frios na maioria das áreas terrestres
Muito provável

Muito provável
Praticamente certo

Aumento de ondas de calor
Média confiança

Provável

Muito Provável

Aumento de chuvas fortes
Provavelmente haverá mais áreas com aumento do que com diminuição. Muito provavelmente na América do Norte central

Média confiança*

Muito Provável

Aumento da intensidade ou duração das secas
Baixa confiança em escala global

Baixa confiança*

Provável (com média confiança)

Aumento na atividade de ciclones tropicais
Baixa confiança em mudanças de longo prazo*

Baixa confiança*

Mais provável que ocorra do que que não ocorra

Aumento do nível do mar
Provável

Provável*

Muito provável

* Expressa o nível de confiança dos cientistas, com base nas informações disponíveis e no grau de concordância entre os especialistas a respeito de cada tema

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